Poderá estar a tentar aceder a este site a partir de um browser protegido no servidor. Active os scripts e carregue novamente a página.
Ativar o modo mais acessível
Desativar o modo mais acessível
Ignorar Comandos do Friso
Saltar para o conteúdo principal
Desativar Animações
Ativar Animações
A Escola
Mensagem do Presidente
Comemorações dos 50 anos ECUM
Órgãos
Atos Eleitorais
Conselho de Escola
Conselho Científico
Conselho Pedagógico
Conselho de Gestão
Departamentos
Documentação institucional
Estatutos
Objetivos operacionais
Plano de atividades
Relatório de atividades
Regulamentos
Documentos internos
Contactos
Ensino
Que curso escolher?
Cursos
Licenciaturas
Mestrados
Doutoramentos
Propinas
Prémios e Incentivos
Cursos não conferentes de grau
Estudante Internacional
Ensino a Distância
Formação Contínua de Professores
Reconhecimento de Graus
Bolsa de Contratação
Provas Académicas
Provas de Mestrado
Provas de Doutoramento
Audições Públicas
Sessões de Apresentação
Documentação para alunos da EC
Normas de formatação de teses
Formulários/ requerimentos
Calendário Escolar/ Exames/ Horários
Investigação
Centros de Investigação
Infraestruturas Científicas
Estágio Científico Avançado de Doutoramento
Programa de Pós-Doutoramento
Patentes
Spin-offs
Emprego Científico
Internacionalização
Intercâmbio e Mobilidade Académica
Blended Intensive Programmes
ARQUS - European University Alliance
Sociedade
Atividades para as escolas
Atividades públicas
Parcerias
Media
Eventos
Agenda
Notícias
Newsletter
Rubrica Ciência CM
Redes Sociais
EN
PT
Detalhe do evento
NEI: histórias de quem participa
Voltar
sexta-feira, 25/09/2026
Escola de Ciências da UMinho
Ao longo das várias edições da
Noite Europeia dos Investigadores
, docentes e investigadores da
Universidade do Minho
têm levado ao público experiências, demonstrações e perguntas que procuram aproximar a ciência da sociedade. Mas o que fica, para quem participa, depois de cada edição?
Recuperamos algumas dessas experiências através do olhar de docentes da UMinho que têm participado na NEI ao longo dos últimos anos. Falámos sobre as atividades que têm desenvolvido, as razões que os levam a regressar, a forma como têm procurado comunicar ciência a públicos diferentes e os momentos que mais os marcaram.
Mais do que recordar experiências, estes testemunhos mostram também como a participação na NEI foi mudando a forma de pensar e comunicar a investigação e como o contacto direto com o público se tornou parte importante deste encontro entre ciência e sociedade.
“A INVESTIGAÇÃO SAI DO LABORATÓRIO E CHEGA ÀS PESSOAS”
DULCE GERALDO
, docente do
Departamento de Química
da Escola de Ciências da Universidade do Minho, participa na Noite Europeia dos Investigadores (NEI) desde a primeira edição. Ao longo destes anos, tem encontrado na iniciativa uma oportunidade para aproximar a investigação do público e refletir sobre novas formas de comunicar ciência. Nesta edição, coordenou a participação de uma equipa de investigadores dedicada à Química Analítica, com a atividade “Os Caçadores do Invisível”.
Há quantos anos participa na NEI? O que a faz regressar ano após ano?
Participo na NEI desde a sua criação, sobretudo pelo meu gosto pela interação com a sociedade. A NEI é uma oportunidade privilegiada para os investigadores mostrarem o trabalho que desenvolvem de uma forma mais simples, próxima e acessível, permitindo que a investigação saia do laboratório e chegue às pessoas. Regresso ano após ano porque considero muito enriquecedor este contacto direto com o público. Explicar aquilo que fazemos a quem não é especialista obriga-nos a olhar para a investigação de outra perspetiva, a identificar o que é verdadeiramente essencial e a encontrar formas diferentes de despertar a curiosidade. Cada edição representa um novo desafio: como comunicar a investigação que fazemos numa experiência que seja simultaneamente rigorosa, interessante e compreensível para públicos muito diferentes? É esse desafio, e a possibilidade de o partilhar com a sociedade, que me faz querer voltar.
Há alguma reação, pergunta ou momento vivido com o público na NEI que ainda hoje recorde?
Uma das perguntas que mais frequentemente ouvimos é: “Para que é que isto serve?”. É interessante porque mostra que os visitantes querem perceber não só o que fazemos, mas também qual a utilidade da investigação e de que forma pode ser aplicada. Por isso, procuro começar sempre pela apresentação do problema que queremos resolver, antes de explicar a investigação e as técnicas utilizadas. Desta forma, torna-se mais fácil perceber o propósito do trabalho e a sua relevância para a sociedade.
Ao longo destes anos, o que mudou na forma como o público se relaciona com a ciência?
O público está hoje mais interessado em perceber a ciência e a sua utilidade, procurando não apenas saber o que fazemos, mas também compreender de que forma a investigação pode contribuir para responder a problemas concretos. O crescimento da própria NEI, quer em termos de espaços quer de número de visitantes, particularmente no ano passado, parece-me também refletir esse interesse crescente. Ao mesmo tempo, o aumento do número e da diversidade de atividades tornou mais desafiante captar a atenção dos visitantes. Por isso, procuro todos os anos organizar as demonstrações em torno de um tema que permita criar uma ideia central e despertar a curiosidade. No ano passado, o tema foi a Eletroquímica Sustentável, com experiências que iam desde a determinação de vitamina C em laranja até às células de combustível. Este ano, foi a vez da Química Analítica, com “Os Caçadores do Invisível”, em que seis investigadores apresentaram os seus projetos de forma lúdica e apelativa, exemplificando como podemos identificar e quantificar aquilo que não conseguimos ver.
O que considera que a NEI acrescenta à relação entre a ciência e a sociedade?
A NEI cria uma oportunidade muito especial de aproximação entre os investigadores e a sociedade. O desafio é ainda maior porque contactamos com um público muito diversificado: famílias com crianças pequenas ou mais crescidas, professores com as suas turmas e adolescentes em grupo. É, por isso, necessário encontrar diferentes formas de comunicar a ciência e despertar a curiosidade de todos. A NEI permite mostrar não apenas os resultados da investigação, mas também os problemas que procuramos resolver, como fazemos ciência e para que ela serve. É também uma oportunidade para nós, investigadores, aprendermos a comunicar de forma diferente, simplificando sem perder o rigor e adaptando a linguagem a quem nos está a ouvir.
“A CIÊNCIA ESTÁ PRESENTE EM ESCOLHAS CONCRETAS DO DIA A DIA”
PAULA MARINHO
, docente do
Departamento de Ciências da Terra
da
Universidade do Minho
, participa na Noite Europeia dos Investigadores desde 2021. Ao longo destas edições, tem encontrado na iniciativa uma forma de aproximar o conhecimento científico da sociedade e de mostrar que a ciência está muito para além dos laboratórios e das universidades. Nesta conversa, recorda alguns dos momentos que viveu com o público, reflete sobre a evolução da relação da sociedade com a ciência e destaca o papel da divulgação científica no combate à desinformação.
Há quantos anos participa na NEI? O que a faz regressar ano após ano?
Participo na NEI desde 2021 e continuo a regressar porque considero que iniciativas como esta são essenciais para aproximar a universidade da sociedade. Numa época em que a desinformação circula com facilidade, acredito que temos a responsabilidade de partilhar conhecimento científico de forma clara, rigorosa e acessível. A NEI é uma excelente oportunidade para cumprir essa missão.
Há alguma reação, pergunta ou momento vivido com o público na NEI que ainda hoje recorde?
Sim. Lembro-me de um momento particularmente divertido em que o Sr. Reitor deixou os estudantes voluntários em grande suspense ao demonstrar que ainda se lembrava dos minerais da escala de Mohs que tinha aprendido nos tempos de liceu. Foi uma situação inesperada que arrancou alguns sorrisos e que ilustra bem como o conhecimento pode perdurar ao longo dos anos.
Ao longo destes anos, o que mudou na forma como o público se relaciona com a ciência?
Na minha opinião, o público tornou-se mais consciente da importância da literacia científica e da sua relevância para as decisões do dia a dia. Hoje, as pessoas percebem melhor que a ciência não se limita aos laboratórios ou às universidades; está presente em escolhas concretas, como avaliar se faz sentido adquirir um carro elétrico, interpretar informação sobre saúde ou compreender questões relacionadas com o ambiente e a energia. Esta maior proximidade à ciência é muito positiva, embora continue a ser necessário investir na comunicação científica para combater a desinformação.
O que considera que a Noite Europeia dos Investigadores acrescenta à relação entre a ciência e a sociedade?
Penso que a Noite Europeia dos Investigadores aguça a curiosidade dos participantes e mostra que a ciência pode ser acessível, interessante e relevante para todos. Ao permitir o contacto direto com investigadores e com o trabalho que desenvolvem, a NEI aproxima a ciência da sociedade, estimula o pensamento crítico e desperta o interesse por temas que muitas pessoas talvez não explorassem de outra forma.
“A NEI APROXIMA PESSOAS, IDEIAS E ÁREAS DE INVESTIGAÇÃO”
SENHORINHA TEIXEIRA
, docente do
Departamento de Produção e Sistemas
da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, tem participado em várias edições da Noite Europeia dos Investigadores desde 2021, levando ao público temas tão diversos como a energia e o conforto nos edifícios, os incêndios florestais, a propagação de fake news ou a digitalização solidária. Ao longo destes anos, tem acompanhado também a apresentação de projetos desenvolvidos no âmbito de doutoramentos, dissertações de mestrado e bolsas de investigação. Para além da oportunidade de comunicar ciência de forma mais acessível, destaca outro resultado da NEI: o encontro entre investigadores de diferentes áreas, que já deu origem a novas colaborações.
Há quantos anos participa na NEI? O que a faz regressar ano após ano?
Participamos na NEI desde 2021, tendo também participado em 2022, 2024, 2025 e 2026. Ao longo destes anos, temos apresentado temas diferentes, alguns dos quais se têm repetido, como a energia e o conforto nos edifícios, os incêndios florestais, a propagação das fake news e a digitalização solidária. Também já divulgámos projetos muito ligados à população, como um portefólio digital em geoturismo, e outros na área da saúde, como o desenvolvimento de um dispositivo microfluídico. Estes projetos estão ligados a trabalhos de doutoramento, dissertações de mestrado, bolsas de investigação e bolsas de iniciação à investigação da Universidade do Minho. Acho muito importante sermos capazes de explicar o nosso trabalho de forma mais simples e acessível ao público em geral. Estas apresentações complementam as competências que os alunos desenvolvem quando apresentam o seu trabalho a um público mais especializado. Mas há também outra dimensão que considero muito importante: o convívio entre grupos de alunos e docentes de diferentes projetos e áreas. As conversas que surgem durante a NEI dão muitas vezes origem a ideias, ajudas mútuas e trocas de experiências de investigação. É sobretudo essa possibilidade de partilhar e aprender com os outros que me faz regressar ano após ano.
Há alguma reação, pergunta ou momento vivido com o público na NEI que ainda hoje recorde?
Como resultado de ficarmos juntos dos colegas do centro de engenharia civil, conversas trocadas resultaram num mestrado conjunto e mais tarde num doutoramento que está a decorrer. Trocas de experiências entre a nossa equipa e alguns professores da ESAS resultaram na colaboração num projeto Erasmus dessa escola.
Ao longo destes anos, o que mudou na forma como o público se relaciona com a ciência?
Penso que o público está cada vez mais aberto e curioso à ciência e investigação que desenvolvemos na universidade. Ano após ano vemos esta participação aumentar e o público é mais diversificado: universidades, escolas publicas e privadas, organismos públicos e organizações de voluntariado.
O que considera que a Noite Europeia dos Investigadores acrescenta à relação entre a ciência e a sociedade?
Mesmo falando de investigação fundamental, quer alargando à investigação aplicada, sinto que a NEI é um momento excelente, aberto e especial, onde pela diversidade do publico se aproximam jovens das escolas e suas famílias, com estudantes, bolseiros e professores das universidades e surgem esclarecimentos, interesse em prosseguir estudos e vontades de colaboração, todos somos importantes na ciência.
Partilhar
×