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Professor da Escola de Ciências cria lente que melhora visão após cirurgia às cataratas Voltar

sexta-feira, 15/03/2024    Centro de Física da Escola de Ciências da Universidade do Minho
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Produto já está a ser comercializado na Europa, Ásia e África
Um professor da Escola de Ciências da UMinho (ECUM) é o responsável pelo desenho óptico da mais recente lente intraocular da multinacional Johnson & Johnson MedTech.

A lente foi projetada para proporcionar uma acuidade visual (clareza de visão) ininterrupta desde o longe até cerca de 50 cm após cirurgia do cristalino, normalmente para remoção de uma catarata. Durante a fase de regulamentação, a lente foi implantada com sucesso em várias dezenas de pacientes e os primeiros resultados clínicos foram apresentados nas últimas conferências da Sociedade Europeia de Catarata e Cirurgia Refrativa (ESCRS), em Viena, Áustria e em Frankfurt, Alemanha. “A lente está a ter muito bons resultados. Os pacientes conseguem atingir uma boa acuidade visual ao longe e intermédia, com uma grande parte destes a não necessitarem de usar óculos até para algumas tarefas de visão ao perto, como ler o jornal”, diz o investigador do Centro de Física da UMinho.


Com “excelente acuidade visual à distância, alto contraste e uma extensão de foco até cerca de 50 cm”, esta nova lente intraocular promete uma melhoria face às existentes no que diz respeito à qualidade visual final percebida pelos pacientes devido ao “baixo nível de fenómenos visuais nocturnos reportados, tais como halos à volta de fontes luminosas e deslumbramento, típicos das lentes intraoculares bifocais e trifocais” e à “boa tolerância a pequenos erros refractivos residuais”, comuns após cirurgia do cristalino.

O produto esteve a ser estudado e testado durante mais de um ano, num projeto de investigação e desenvolvimento (I&D) onde se desenharam e testaram mais de uma centena de protótipos antes da seleção do desenho final, que culminou com um ensaio clínico realizado na Austrália e Nova Zelândia. Começou a ser comercializado em fevereiro, para já na Europa, África e Ásia pela Johnson & Johnson MedTech, com o nome comercial Tecnis PureSeeTM.


Miguel Faria Ribeiro, o primeiro autor da aplicação de patente internacional que protege a propriedade intelectual deste produto, trabalhou como investigador de I&D durante três anos naquela multinacional em Groningen, Países Baixos. Em 2021 tornou-se Professor Auxiliar no Departamento de Física da Escola de Ciências da UMinho, onde fez a licenciatura, mestrado e doutoramento na área das Ciências da Visão.

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