terça-feira, 21/01/2025
Escola de Ciências da Universidade do Minho
Fundação para a Ciência e Tecnologia reconhece
projetos em todos os domínios científicos
Cinco investigadores da Escola de Ciências da UMinho
(ECUM) receberam um financiamento de cerca de 50 mil euros, no âmbito do Concurso de Projetos Exploratórios em todos os Domínios
Científicos 2023, da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
Andrey Sadofyev, Iran Rocha, Luís Filipe Machado,
Rosana Alves e Tatiana Rappoport terão agora um ano e meio para desenvolver as
suas ideias.
Luís Filipe Machado, do Centro de
Matemática (CMAT), apresentou o
projeto “Análise de dados de tempo de vida complexos: Modelos multiestado e
estudos baseados em coortes”. O objetivo é criar novas estatísticas e
ferramentas computacionais para enfrentar desafios na análise de dados de
sobrevivência e modelos multiestados. O projeto, “inovador, destaca-se por
desenvolver métodos estatísticos avançados para tratar dados complexos, como
censura intervalar (quando os dados de tempo estão limitados a um intervalo) e
truncatura dupla (quando apenas alguns estão disponíveis)”, resume. Tem uma
aplicação prática, focada em coortes portuguesas, contribuindo para resolver
problemas de saúde pública. É desenvolvido em parceria com a Universidade de Vigo, Universidade do Porto - Instituto de
Saúde Pública (ISPUP), Erasmus MC (Holanda) e Grupo de Ativistas em Tratamentos
(GAT).
“GastroFungi”,
foi o projeto apresentado por Rosana Alves, do Centro de Biologia Molecular e
Ambiental (CBMA). A ideia passa por
analisar o papel do fungo Candida albicans, comum no intestino humano,
no desenvolvimento de tumores gastrointestinais, compreendendo a relação entre
fungos e células cancerígenas. “Queremos perceber se estas leveduras ajudam a
formar tumores ou se simplesmente aproveitam o ambiente tumoral para crescer”,
explica a investigadora. O projeto tem como parceiros a Universidade Católica
de Lovaina (Bélgica) e a Universidade de Birmingham (Inglaterra).
Área
da física com vários projetos aprovados
“(RE)NERGY-BUILD - Microfibras recicladas de mudança
de fase para a eficiência energética dos edifícios” foi o projeto apresentado
por Iran Rocha, do Centro de Física (CFUM).
O investigador pretende criar e utilizar microfibras recicladas com materiais de mudança
de fase (PCMs) em argamassas de cimento para aumentar a eficiência térmica dos
edifícios. “Queremos avaliar as propostas técnicas e ambientais de uso de
microfibras recicladas com PCMs em materiais de construção para melhorar a
eficiência energética e reduzir as emissões de carbono dos edifícios”, disse o
investigador. O projeto está a ser desenvolvido em parceria com o Instituto de Ciências da Construção Eduardo Torroja
(Espanha) e a Universidade Estadual do Ceará (Brasil).
O Centro de Física contou ainda com
outro projeto aprovado: “Conversão de Carga para Orbital em
Materiais Bidimensionais”, de Tatiana Rappoport. O objetivo passa pela criação
de um novo modelo de processamento de informações, explorando a interação entre
carga e momento angular orbital dos elementos em materiais 2D. “A orbitrónica é
uma área emergente. Este é o primeiro projeto de órbita em Portugal, pioneiro
no estudo desta tecnologia”, revela a investigadora. O projeto conta com uma
parceria com a Universidade do Porto e a Universidade de York (Reino Unido).
Andrey Sadofyev, do Laboratório de Instrumentação e
Física Experimental de Partículas (LIP) foi outro dos contemplados, com o projeto “Modos
coletivos anómalos em semimetais de Weyl”. O
Investigador vai estudar a anomalia de escala de semimetais de Weyl
“investigando o seu impacto no transporte termoelétrico e em novas excitações
coletivas, como áxions e dilatações”, explicou.
O concurso visa financiar projetos de investigação de
caráter exploratório em todos os domínios científicos.