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Pioneiros da NEI: testemunhos desde a primeira edição Voltar

quarta-feira, 01/10/2025    Escola de Ciências da Universidade do Minho
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Presentes na Noite Europeia dos Investigadores de Braga desde a primeira edição, em 2012, Cláudia Mendes Araújo e Ana Cunha deixam o seu testemunho.

Cláudia Mendes Araújo, Departamento de Matemática

Presente na Noite Europeia dos Investigadores de Braga desde a primeira edição, em 2012, Cláudia Mendes Araújo, Professora Auxiliar no Departamento de Matemática da Universidade do Minho (UMinho) e investigadora no Centro de Matemática (DM), gosta de mostrar uma matemática criativa, acessível e próxima do público.

Licenciada em Ensino de Matemática pela Universidade do Minho, é Mestre em Matemática pela Universidade de Coimbra e Doutorada em Ciências, na área da Matemática, também pela Universidade do Minho. Com um percurso que alia investigação, ensino e divulgação científica, dedica-se ao estudo de matrizes e grafos, áreas em que tem publicado diversos trabalhos internacionais.


O que recorda da sua participação na primeira edição da Noite Europeia dos Investigadores, em 2012?
Tenho memórias das primeiras edições da NEI e da minha participação em todas elas, mas sem certezas sobre o que propus em cada uma. Creio que apresentei o triciclo de rodas quadradas na minha primeira participação, e foi impressionante ver a quantidade de miúdos fascinados que se aproximavam e queriam experimentar. Recordo-me sobretudo da curiosidade e do entusiasmo do público.

O que a motivou a apresentar o seu projeto e a partilhá-lo com o público?
Acredito que divulgar a matemática é fundamental. Mostrar que esta ciência não vive apenas nos livros, mas também em objetos, fenómenos e experiências do quotidiano ajuda a criar uma ligação diferente com as pessoas. A motivação tem sido sempre essa: aproximar a matemática do público de uma forma lúdica e acessível.


Que diferença nota entre a primeira edição e as seguintes, em termos de organização, diversidade de atividades, locais e envolvimento do público?
A primeira edição já foi muito especial, mas noto que, ao longo dos anos, houve um crescimento significativo, tanto em termos de organização como de diversidade de atividades. O evento foi ganhando novos espaços e novos formatos, e isso refletiu-se também no aumento da participação do público. A envolvência das pessoas cresceu de forma notória, com famílias inteiras a marcar presença.


Que aspetos considera mais positivos na evolução da NEI?
Destaco sobretudo a diversidade crescente das propostas e a forma como diferentes áreas do conhecimento encontraram modos criativos de comunicar com o público. O espírito de proximidade e de partilha manteve-se sempre presente, mas foi-se enriquecendo com mais colaborações, novas abordagens e maior interatividade.

Considera que este tipo de iniciativas é importante para aproximar o público da Ciência?
Estas iniciativas são uma ponte essencial entre a ciência e a sociedade. Permitem ao público ver os cientistas e investigadores não como figuras distantes, mas como pessoas acessíveis, dispostas a explicar, a mostrar e a ouvir. E, ao mesmo tempo, são oportunidades únicas para despertar curiosidade e inspirar os mais novos.

Ana Cunha, Departamento de Biologia

Participante na Noite Europeia dos Investigadores (NEI) desde 2012, a docente Ana Cunha, do Departamento de Biologia da Escola de Ciências da UMinho (ECUM), recorda a primeira edição como “dinâmica”, “envolvente” e “divertida”, com destaque para o peddy-paper “No trilho da Ciência”. Para a investigadora do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA), esta é uma iniciativa “fundamental para aproximar o público da ciência”, até porque a partilha de conhecimento é um dever social, e até moral e ético, que gera momentos enriquecedores, desafios inesperados e até episódios de ciência cidadã.

O que recorda da sua participação na primeira edição da Noite Europeia dos Investigadores, em 2012?
Fui verificar desde quando participo – confesso que já não me lembrava – e, de facto, é desde 2012. Lembro-me de que foi muito participado e, acima de tudo, muito divertido e “arejado” (porque, essencialmente, fora de portas). Entre outras atividades, foi preparado um peddy-paper que decorreu no centro histórico da cidade, entre as 15h00 e as 18h30, intitulado “No trilho da Ciência”, em que participaram todos os departamentos da Escola de Ciências, muitos colegas e alunos voluntários, e a que aderiram muitos participantes. Lembro-me de que deu muito trabalho, mas foi giríssimo!

O que a motivou a apresentar o seu projeto e a partilhá-lo com o público?

Para além do dever já referido da partilha dos conhecimentos (e de dúvidas!) gerados pela investigação que os docentes e investigadores realizam nas instituições de ensino superior públicas, essa partilha cria momentos geralmente muito gratificantes para ambas as partes e, ela própria, gera um feedback enriquecedor e importante no processo da própria investigação e no modo como transmitimos a informação aos diferentes públicos. Muitas vezes, somos surpreendidos com perguntas a que não sabemos responder – interessantes, pertinentes e que nos exigem mais cogitação e estudo! Às vezes, a ciência cidadã aparece quando e onde menos se espera.


Que diferença nota entre a primeira edição e as seguintes, em termos de organização, diversidade de atividades, locais e envolvimento do público?

Acho que foi ficando mais “formatada” e que se foi acumulando um “cansaço criativo”, provavelmente porque os “atores” são essencialmente os mesmos. Não quero trazer lamentos, mas o acumular de tarefas de gestão, entre outras, ao longo dos anos terá contribuído para um certo desgaste e perda de deslumbramento.


Que aspetos considera mais positivos na evolução da NEI?
O lado bom da formatação é poder fazer-se mais, de forma mais organizada. O espaço no Forum Braga agiliza a logística e permite congregar mais stands e receber mais gente, mas também nos “fechou” num espaço e num modelo.

Considera que este tipo de iniciativas é importante para aproximar o público da Ciência?

Sim, mas temos de conseguir desafiar mais!

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