Ignorar Comandos do Friso
Saltar para o conteúdo principal
EN PT

José Pedro Basto da Silva – Investigador Auxiliar no Centro de Física Voltar

terça-feira, 03/03/2026    Centro de Física
1
É físico e dedica-se à investigação aplicada a materiais inovadores. José Pedro Basto da Silva nasceu em Braga e, desde cedo, encontrou na Escola de Ciências da UMinho (ECUM) um espaço para desenvolver a sua carreira científica. Membro do Centro de Física desde 2019, este investigador auxiliar iniciou o percurso académico com uma licenciatura em Ensino de Física e Química, seguida de um doutoramento em Física.
Hoje, dedica-se ao estudo de materiais ferroelétricos à escala nanométrica, com aplicações em sensores autónomos e tecnologias emergentes. Fora do laboratório, gosta de viajar, ir à praia e praticar desporto.

NOME: José Pedro Basto da Silva
IDADE: 40
NACIONALIDADE/NATURALIDADE: Portuguesa / Braga
ÁREA DE INVESTIGAÇÃO: Física
CENTRO DE INVESTIGAÇÃO (desde quando): Centro de Física, 2019
CATEGORIA ATUAL: Investigador Auxiliar
FORMAÇÃO ACADÉMICA: Licenciatura em Ensino de Física e Química e Doutoramento em Física
HOBBIES: viajar, ir à praia e praticar desporto

Conte-nos um pouco sobre o seu percurso académico e profissional.

O meu percurso académico na Universidade do Minho (UMinho) iniciou-se em 2004 com uma licenciatura em Ensino de Física e Química. Posteriormente, em 2009, decidi iniciar o meu doutoramento em Física no Centro de Física da Universidade do Minho (CFUM), com uma bolsa de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
Entre 2014 e 2019, desenvolvi trabalho de investigação na Universidade do Porto, em colaboração com o CFUM, ao abrigo de uma bolsa de pós-doutoramento da FCT. Em 2019, iniciei funções como Investigador Júnior no CFUM e, desde 2021, exerço funções como Investigador Auxiliar no mesmo Centro.
Realizei diversas estadias científicas, incluindo algumas em universidades de renome mundial, como Cambridge e Oxford, com as quais colaboro ativamente. A nível nacional, coordenei ou participei em cinco projetos de investigação e, a nível internacional, coordenei um projeto europeu M-ERA.NET. Atualmente, sou co-investigador principal da rede doutoral Marie-Curie MASAUTO e investigador principal de dois projetos com o Massachusetts Institute of Technology.
Leciono em cursos de licenciatura e mestrado, organizo e participo em várias atividades de divulgação científica e tenho orientado diversos estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento nas áreas da Física e da Engenharia de Materiais.

Em que consiste a sua investigação e qual o seu contributo para a ciência nacional e internacional e impacto para a sociedade?

A minha investigação centra-se no estudo das propriedades físicas de materiais ferroelétricos muito finos, à escala nanométrica, que acredito serem bastante promissores para o desenvolvimento de sensores autónomos, com processamento de informação no local, permitindo um baixo consumo de energia.
O trabalho que desenvolvo está intrinsecamente ligado aos projetos nacionais e internacionais que referi, onde se procuram desenvolver dispositivos para sensores autoalimentados, armazenamento de energia e computação neuromórfica. Os resultados são disseminados em revistas científicas e congressos internacionais e nacionais. Para além disso, existe uma preocupação em proteger a propriedade intelectual através de patentes, como é o caso dos sensores autoalimentados.

Quais foram as descobertas mais importantes até ao momento?

A possibilidade de usar propriedades físicas, como a ferroeletricidade e a piroeletricidade, para desenvolver um novo tipo de fotodetetor autoalimentado com base num filme muito fino (cinco nanómetros) de dióxido de zircónio. Para além disso, o CFUM tem dado um forte contributo no estudo das propriedades físicas de novos materiais ferroelétricos, ou materiais que se julgavam não ser ferroelétricos (como o dióxido de zircónio ou o dióxido de háfnio), com vista à sua aplicação em dispositivos de armazenamento de energia onde o fornecimento rápido é necessário, como nos dispositivos da eletrónica de consumo.

Porque decidiu investigar nesta área? O que ou quem o inspirou?

Vejo nesta área o potencial para determinar a forma como iremos viver no futuro. Certamente que iremos querer melhorar a nossa qualidade de vida através da monitorização de toda a atividade e processos que nos rodeiam, de forma a melhorar a nossa tomada de decisão. Isso só será possível com recurso a sensores autónomos mais inteligentes, que certamente utilizarão materiais e tecnologias emergentes.

Quais têm sido os principais desafios?

Desenvolver investigação de elevada qualidade e de reconhecido mérito a nível internacional, tendo em conta as atuais condições para a sua realização quando comparadas com as existentes noutros países, nomeadamente na Europa.

1