Poderá estar a tentar aceder a este site a partir de um browser protegido no servidor. Active os scripts e carregue novamente a página.
Ativar o modo mais acessível
Desativar o modo mais acessível
Ignorar Comandos do Friso
Saltar para o conteúdo principal
Desativar Animações
Ativar Animações
A Escola
Mensagem do Presidente
Comemorações dos 50 anos ECUM
Órgãos
Atos Eleitorais
Conselho de Escola
Conselho Científico
Conselho Pedagógico
Conselho de Gestão
Departamentos
Documentação institucional
Estatutos
Objetivos operacionais
Plano de atividades
Relatório de atividades
Regulamentos
Documentos internos
Contactos
Ensino
Que curso escolher?
Cursos
Licenciaturas
Mestrados
Doutoramentos
Propinas
Prémios e Incentivos
Cursos não conferentes de grau
Estudante Internacional
Ensino a Distância
Formação Contínua de Professores
Reconhecimento de Graus
Bolsa de Contratação
Provas Académicas
Provas de Mestrado
Provas de Doutoramento
Audições Públicas
Sessões de Apresentação
Documentação para alunos da EC
Normas de formatação de teses
Formulários/ requerimentos
Calendário Escolar/ Exames/ Horários
Investigação
Centros de Investigação
Infraestruturas Científicas
Estágio Científico Avançado de Doutoramento
Programa de Pós-Doutoramento
Patentes
Spin-offs
Emprego Científico
Internacionalização
Intercâmbio e Mobilidade Académica
Blended Intensive Programmes
ARQUS - European University Alliance
Sociedade
Atividades para as escolas
Atividades públicas
Parcerias
Media
Eventos
Agenda
Notícias
Newsletter
Rubrica Ciência CM
Redes Sociais
EN
PT
Encontro ARNET debateu como aproximar a ciência das decisões sobre o território
Voltar
sexta-feira, 31/07/2026
Centro de Biologia Molecular e Ambiental
Mais de uma centena de investigadores participaram, nos dias 6 e 7 de julho, na Universidade do Algarve (
UAlg
), em Faro, no 2.º Encontro
ARNET
. Sob o mote "Dos rios ao oceano: ciência para um território em mudança", o evento colocou em debate o contributo da investigação científica para responder aos desafios ambientais e a forma como esse conhecimento pode apoiar a gestão e a tomada de decisão sobre o território.
Ao longo dos dois dias, os participantes abordaram a importância de aproximar a ciência dos decisores, defendendo que o conhecimento produzido pelo Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (
MARE
)
, pelo Centro de Investigação Marinha e Ambiental (
CIMA
)
e pelo Centro de Biologia Molecular e Ambiental (
CBMA
)
deve chegar às autarquias, às agências públicas e às organizações da sociedade civil para contribuir de forma mais eficaz para a definição de políticas e estratégias de gestão do território.
Ciência ao serviço do território
A necessidade de colocar a ciência ao serviço das decisões sobre o território marcou a sessão de abertura do encontro. André Pacheco, vice-diretor do ARNET e diretor do CIMA, instituição anfitriã, destacou os principais desafios ambientais que o país enfrenta, como as alterações climáticas, a escassez hídrica, a perda de biodiversidade, os eventos extremos e a transição para uma economia azul sustentável, defendendo a adoção de respostas mais integradas.
Uma ideia reforçada por Pedro Raposo de Almeida, diretor do ARNET e do MARE, ao defender que "a ciência deve ser o motor da decisão, e não apenas um repositório de conhecimento". Já Cláudia Pascoal, vice-diretora do ARNET e diretora do CBMA, sublinhou a dimensão nacional da rede, que integra investigadores distribuídos por todo o país, do Minho ao Algarve.
Por sua vez, a vice-reitora para as Parcerias e Universidade Europeia da
Universidade do Algarve
, Patrícia Pinto, destacou a necessidade de criar "mais pontes para o conhecimento", aproximando investigadores, decisores, universidade e sociedade. A mesma ideia foi reforçada por Cristiano Cabrita, vice-presidente da
CCDR Algarve
, que reconheceu as dificuldades em integrar o conhecimento científico nas políticas públicas, quer pela distância entre os dois setores, quer pela falta de familiaridade de alguns decisores com a investigação científica.
Da investigação à decisão
A relação entre investigação e decisão política esteve no centro de um painel que reuniu representantes de diferentes organizações. Catarina Grilo, da
WWF Portugal
, lembrou que a ciência é um elemento essencial, mas que as decisões públicas dependem igualmente da aceitação social das soluções propostas, destacando o papel das organizações não-governamentais na aproximação entre investigadores e decisores.
Do lado da administração pública, Inês Alves, da
Agência Portuguesa do Ambiente
, defendeu que "perante uma realidade cada vez mais complexa, a decisão tem de assentar em conhecimento sólido e atualizado", enquanto Miguel Miranda, do
AIR Centre
e Gonçalo Duarte Gomes, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (
ICNF
), abordaram os desafios de conciliar economia azul e conservação e a importância de recuperar o envolvimento direto das comunidades locais na gestão do território.
No mesmo painel, Valentina Calixto, da
Câmara Municipal de Faro
, defendeu que o envolvimento direto das populações continua a fazer diferença nas decisões sobre o território, dando como exemplo o processo de participação pública da autoestrada A22, que resultou em diversas alterações para atender aos interesses da população.
Teresa Cruz, do MARE, apresentou ainda o primeiro comité de cogestão de uma pescaria em Portugal, dedicado ao percebe na Reserva Natural das Berlengas, resultado de vários anos de colaboração entre cientistas e mariscadores.
Comunicação, serviços e dados: as ferramentas da rede
No encontro foram ainda abordadas ferramentas que sustentam o trabalho em rede do ARNET. Vera Sequeira (MARE) apresentou o percurso do grupo de Comunicação, hoje mais visível do que há dois anos, e lançou um desafio para o futuro: ir além das redes sociais, rumo a uma comunicação mais estratégica, capaz de traduzir de forma coerente o papel do ARNET na aproximação entre ciência, política e ação.
João Paulo Medeiros (MARE) apresentou a Plataforma de Serviços do ARNET, cujo objetivo é reunir, num catálogo validado, os serviços científicos que os centros da rede podem disponibilizar a entidades externas, desde monitorizações ambientais até ensaios laboratoriais.
Já Joana Boavida-Portugal (MARE) apresentou o
ARNET DataHub
, criado em 2022 para reunir os dados científicos produzidos pelas várias unidades da rede. Este trabalho ganhou novo impulso em 2025, com a parceria estabelecida com o
CoLab +Atlantic
, através da criação de uma interface capaz de cruzar dados de modelos numéricos com medições recolhidas no terreno através de boias, estações de monitorização e ferramentas genéticas.
Um programa alargado
O encontro incluiu também um vasto conjunto de apresentações como os riscos de erosão costeira e de cheias em Faro e no rio Mondego, a intrusão salina no estuário do Guadiana, a gestão de áreas protegidas no Algarve, ferramentas moleculares e de baixo custo para a monitorização da biodiversidade, o potencial biotecnológico das macroalgas e os desafios da mineração no mar profundo e do ordenamento do espaço marinho face às alterações climáticas.
Sobre a poluição por plásticos nos rios portugueses, Giorgio Pace (CBMA) lançou um repto: criar um observatório nacional dedicado a este tema, alargando às restantes unidades da rede um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo centro.
O encontro terminou com uma nota de confiança no futuro da rede. André Pacheco lembrou que o sucesso destes dois dias não foi um acaso, mas o resultado de um objetivo comum: "Quando estamos a trabalhar todos juntos nesse objetivo, conseguimos criar aqui algo bastante especial, que mostra que o ARNET pode funcionar em rede", concluiu.
Partilhar
×