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Exposição “Líquenes – A Beleza da Simbiose” leva ciência e arte da Escola de Ciências até aos Açores Voltar

quinta-feira, 05/06/2025    Centro de Ciência de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira
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Mostra foi apresentada no Dia Mundial do Ambiente.
A exposição “Líquenes – A Beleza da Simbiose”, desenvolvida no Departamento de Biologia da Escola de Ciências da UMinho (ECUM) no âmbito do projeto STOL-Science Through Our Lives, foi inaugurada a 5 de junho no Centro de Ciência de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira – uma data simbólica que assinala o Dia Mundial do Ambiente. A mostra ficará patente ao público até junho de 2026.

Criada há menos de cinco anos, esta exposição Ciência-Arte reúne fotografias de líquenes captadas por Adelino Pinheiro da Silva nos passadiços de Esposende, exemplares reais e recriações em croché da autoria da docente Alexandra Nobre, do Departamento de Biologia da ECUM e conteúdos informativos desenvolvidos por Vera Oliveira durante o seu projeto de licenciatura em Biologia Aplicada, sob orientação de Alexandra Nobre com a colaboração de Isabel Mina. Para além das mais de 20 espécies representadas, a versão agora em exibição integra duas espécies endémicas dos Açores: Ramalina azorica e Roccella tinctoria, esta última com uso tradicional em tinturaria.


A sessão de abertura contou com a participação de cerca de 60 crianças do ensino pré-escolar e 1.º ciclo da Ilha Terceira, que tiveram a oportunidade de visitar a exposição, observar líquenes à lupa, ouvir a explicações de Alexandra Nobre e participar em atividades como o “Pantone de Líquenes”, promovido pelo STOL.

A exposição tem vindo a percorrer o país desde dezembro 2020 e já passou por Braga, Vila Verde, Proença-a-Nova e Vila Nova de Paiva, contribuindo para aumentar a literacia científica e sensibilizar o público para a importância dos líquenes enquanto bioindicadores da qualidade do ar e elementos-chave nos ecossistemas. “Ao dar visibilidade a organismos muitas vezes ignorados, mas ecologicamente cruciais, como os líquenes, a exposição promove uma nova forma de olhar para a natureza — mais atenta, sensível e informada”, avança Alexandra Nobre, do Departamento de Biologia e a mentora da exposição.


Para a docente, a presença nos Açores “representa mais um marco importante na missão de aproximar o público da Ciência e da biodiversidade, principalmente num território insular onde os equilíbrios ecológicos são particularmente delicados e a sensibilização das comunidades, sobretudo das mais jovens, é fundamental para a construção de uma cultura de sustentabilidade”.


O projeto conta com o apoio da Direção Regional da Ciência, Inovação e Desenvolvimento, através do programa PROSCIENTIA, e resulta de uma parceria entre a ECUM e o Observatório do Ambiente dos Açores – Centro de Ciência de Angra do Heroísmo.

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