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Investigadora da Escola de Ciências reforça investigação sobre cancro e Candida albicans na Bélgica Voltar

segunda-feira, 05/01/2026    Centro de Biologia Molecular e Ambiental
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Estadia de mobilidade científica na KU Leuven permitiu avançar investigação e fortalecer parcerias internacionais.
A investigadora Rosana Alves, do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM), realizou, entre 6 de junho e 29 de agosto de 2025, uma estadia de mobilidade científica na KU Leuven, na Bélgica, apoiada pelo Programa de Mobilidade da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Esta mobilidade constituiu um marco relevante para o projeto GastroFungi, que estuda o fungo ambiental Candida albicans, frequentemente presente no intestino humano e recentemente detetado em vários tumores. “A nossa equipa pretende desvendar os mecanismos moleculares que permitem a adaptação e o aparecimento deste fungo no ambiente tumoral”, explicou a investigadora.

A KU Leuven foi escolhida por ser parceira do projeto. “Esta mobilidade surgiu como uma oportunidade para promover a partilha de conhecimento, reforçar a colaboração científica e alinhar estratégias de investigação entre as equipas de Braga e de Leuven”, referiu Rosana Alves, sublinhando que esta foi a primeira mobilidade realizada no âmbito do GastroFungi, um projeto ainda em fase inicial.

Durante a estadia, a investigadora desenvolveu tarefas experimentais fundamentais, nomeadamente a criação de uma coleção de isolados clínicos e estirpes mutantes de Candida albicans, bem como a otimização de um modelo in vivo baseado em células tumorais humanas do sistema gastrointestinal. “Esta mobilidade foi essencial para a otimização de condições experimentais e para dar início a várias tarefas fundamentais do projeto, criando uma base sólida para as próximas fases da investigação”, destacou.


Rosana Alves realça ainda a importância destas experiências internacionais. “Estas estadias representam uma oportunidade única para aprender novas técnicas, testar modelos inovadores e estabelecer colaborações internacionais, contribuindo para a visibilidade da instituição e para o meu desenvolvimento enquanto investigadora.”

Quanto às diferenças entre as duas instituições, Rosana Alves afirma que “é difícil fazer uma comparação totalmente justa, uma vez que as instituições estão inseridas em contextos bastante diferentes. A KU Leuven é uma das universidades mais antigas da Europa, com mais de 600 anos de história, e encontra-se consistentemente bem posicionada nos rankings internacionais”. A equipa de Leuven é um grupo já bem estabelecido, “com muita experiência em manipulação genética e caracterização de espécies de Candida em contextos clínicos, enquanto que a nossa equipa é mais jovem”, assegurou, acrescentando que “as condições de trabalho e formação recebida na UMinho preparam-nos para trabalhar em qualquer ambiente científico ao mais alto nível, e que, ao colaborar com equipas de excelência, não nos sentimos em desvantagem”.


A colaboração entre a UMinho e a KU Leuven irá prosseguir, reforçando sinergias na investigação em saúde humana e ambiental.

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