segunda-feira, 30/03/2026
Centro de Química
Jennifer
Martins Noro é investigadora auxiliar no Centro de Química
(CQ-UM) da Escola de Ciências da
Universidade do Minho (ECUM), onde
desenvolve investigação em Química
Orgânica Verde e Sustentável. Doutorada em Engenharia Química e
Biológica, aposta em metodologias que utilizam enzimas e solventes verdes para produzir compostos
industriais de forma mais segura e amiga do ambiente.
Durante
o doutoramento e o pós-doutoramento, participou em projetos europeus, no CEB e no
grupo de investigação 3B’s
(UMinho), antes de regressar ao CQ-UM em junho de 2025. Fora do
laboratório, gosta de trabalhos manuais, viajar, ler e ver filmes e séries.
NOME: Jennifer
Martins Noro
IDADE:
33
anos
NACIONALIDADE/NATURALIDADE:
Portuguesa/França
ÁREA
DE INVESTIGAÇÃO: Química Orgânica Verde e Sustentável
CENTRO
DE INVESTIGAÇÃO (desde quando): Centro de Química (CQ), desde
junho 2025.
CATEGORIA
ATUAL: Investigadora Auxiliar
FORMAÇÃO
ACADÉMICA: Doutorada em Engenharia Química e Biológica.
HOBBIES: Trabalhos
manuais, viajar, ler e ver séries e filmes.
Conte-nos
um pouco sobre o seu percurso académico e profissional.
O meu
percurso académico iniciou-se em 2010, quando ingressei na Licenciatura em
Química na UMinho, e prossegui para o Mestrado em Química Medicinal (UMinho) em
2013. Durante o mestrado tive a oportunidade de integrar um projeto de
investigação no Centro de Química, conciliando os estudos com a investigação.
Em 2016, iniciei o doutoramento em Engenharia Química e Biológica, no âmbito de
um projeto europeu. Terminado o PhD, estive 1 ano numa spin-off da UMinho,
seguindo-se uma bolsa de pós-doutoramento no grupo de investigação 3B’s, no
âmbito de uma ERC Starting Grant. Desde junho de 2025, sou investigadora
auxiliar no CQ-UM, graças ao concurso FCT-Tenure.
Em que
consiste a sua investigação e qual o seu contributo para a ciência nacional e
internacional e impacto para a sociedade?
A
minha investigação foca-se na procura de estratégias mais verdes e sustentáveis
para a síntese de diversas moléculas com relevância industrial, nomeadamente
farmacêutica, cosmética ou alimentar. Para tal, utilizamos enzimas
(catalisadores naturais), juntamente com solventes verdes e mais amigos do
ambiente, de forma a remover os solventes orgânicos voláteis e compostos mais
nocivos para a saúde e o ambiente. Esta investigação tem enorme impacto para a
sociedade, principalmente devido à consciencialização global da necessidade de
práticas mais sustentáveis e amigas do ambiente.
Quais
foram as descobertas mais importantes até ao momento?
Até ao
momento, as descobertas mais importantes foram o desenvolvimento de estratégias
que ativam diversas enzimas, de forma a produzir compostos através de
metodologias verdes, que até então só eram possíveis de serem obtidos através
da utilização de solventes orgânicos e/ou compostos mais agressivos.
Porque
decidiu investigar nesta área? O que ou quem a(o) inspirou?
A
paixão pela química orgânica surgiu durante a licenciatura, inspirada por
vários docentes, que hoje são meus colegas. O interesse pela biocatálise surgiu
durante o meu doutoramento, cujo desafio proposto pelos meus orientadores me
inspirou a alinhar estas duas áreas de investigação que faço no quotidiano.
Quais
têm sido os principais desafios?
Como
investigadora em início de carreira, o principal desafio tem sido angariar
financiamento, devido ao baixo investimento nas ciências fundamentais.