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Investigador dos Centros de Física e de Química distinguido por inovação em baterias sustentáveis Voltar

quarta-feira, 08/04/2026    Centro de Física
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Doutorando da Universidade do Minho vence Upcell Young Scientist Award 2026.
O investigador Rafael Pinto foi distinguido com o Upcell Young Scientist Award 2026, um prémio europeu que reconhece jovens investigadores com contributos inovadores e elevado potencial de impacto industrial na área da energia. A distinção foi atribuída durante o Upcell Alliance Lisboa 2026, realizado nos dias 8 e 9 de abril, evento que reuniu especialistas e entidades de referência no setor das tecnologias de baterias.

“É uma sensação muito boa. Representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos, no âmbito da minha tese de doutoramento intitulada Two and Three-Dimensional Sustainable Solid-State Printed Batteries for Portable Electronic Devices”, afirmou Rafael Pinto. Segundo o investigador, “a relevância deste prémio reflete-se no reconhecimento por parte de instituições de renome na área das baterias e no impacto que esta investigação pode ter na cadeia de produção, particularmente em nichos de aplicação mais específicos”.


Natural de Braga, Rafael Pinto é doutorando em Engenharia de Materiais e desenvolve o seu projeto de investigação nos Centros de Física e de Química da Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM). Todo o seu percurso académico foi realizado nesta instituição, tendo-se iniciado na licenciatura em Ciências do Ambiente, seguida do mestrado em Ciências e Tecnologias do Ambiente - ramo de Energia. Encontra-se atualmente a desenvolver o doutoramento, onde aprofunda o estudo de sistemas de armazenamento de energia.


A investigação centra-se no desenvolvimento de uma bateria de lítio sustentável, impressa e de estado sólido, através da otimização dos materiais do cátodo, ânodo e separador para impressão por Direct Ink Writing. Esta abordagem permitiu imprimir o separador sólido diretamente sobre o cátodo, melhorando o desempenho do dispositivo e possibilitando a criação de arquiteturas personalizadas com base em desenho 3D (CAD).


De acordo com o investigador, a tecnologia desenvolvida permite melhorar a interface entre os componentes, facilitar o movimento de iões, criar baterias com diferentes formatos e recorrer a materiais mais sustentáveis, apontando aplicações em nichos como a microeletrónica, onde a adaptação ao formato é crítica.

A sustentabilidade constitui também um eixo central do trabalho, uma vez que a técnica permite um desperdício praticamente nulo, uma escolha mais responsável de materiais e reduz significativamente a utilização de eletrólitos líquidos, que são tóxicos e inflamáveis, contribuindo para baterias mais seguras e ambientalmente sustentáveis.

Quanto à aplicabilidade, esta tecnologia poderá ser utilizada em dispositivos portáteis, wearables e dispositivos médicos, contribuindo para soluções mais eficientes e sustentáveis. Os próximos passos da investigação passam pela otimização do desempenho, pela escalabilidade do fabrico e pela aproximação ao mercado.


O trabalho, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), é orientado por Carlos M. Costa, com coorientação de Senentxu Lanceros-Méndez e de Renato Gonçalves, da Universidade do Minho.


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