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UMinho comemora os 40 anos do LIP com foco na internacionalização científica Voltar

quarta-feira, 06/05/2026    LIP-Minho
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As comemorações dos 40 anos do LIP na Escola de Ciências da UMinho apresentaram um programa dedicado à internacionalização da investigação e à divulgação da física de partículas.
A Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM) acolheu, a 6 de maio, as comemorações dos 40 anos do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), com um “Open Day” no campus de Gualtar, em Braga, que incluiu demonstrações científicas e atividades interativas. “A história do LIP cruza‑se com a própria internacionalização da ciência portuguesa”, referiu Nuno Barros, diretor do LIP Minho, lembrando que o laboratório foi estruturado para “criar pontes na internacionalização da ciência”, no contexto da adesão de Portugal ao CERN. “Está no DNA do LIP a internacionalização”, adiantou.

Num dia em que se relembrou o passado e se perspetivou o futuro, o diretor destacou a evolução do laboratório, referindo o CERN e o Observatório Pierre Auger como parceiros históricos, bem como a expansão do LIP para áreas como a física médica e o espaço. "Não fazemos apenas física fundamental. Também temos uma grande componente de instrumentação, computação e transferência para outras aplicações", afirmou.

As comemorações ficaram marcadas por palestras de Raul Sarmento, investigador do LIP Minho, e de Mark Chen, da Queen’s University e diretor da experiência SNO+ (Canadá), que abordou o estudo dos neutrinos e o seu contributo para a compreensão do Sol e da Terra.

Durante a tarde, o B‑Lounge da Biblioteca Geral da UMinho recebeu uma sessão institucional com Nuno Barros e Pedro Arezes, reitor da academia minhota. Seguiu‑se uma mesa‑redonda com Mark Chen; Ana Peixoto, responsável pela ligação industrial ao CERN na Agência para a Investigação e Inovação (AI²); Guilherme Milhano, diretor nacional do LIP; António Salgado, vice‑reitor para a Investigação e Política Científica da
UMinho; e José Manuel González‑Méijome, presidente da ECUM.


Na sua intervenção, o presidente da Escola de Ciências reforçou a importância da colaboração científica, sublinhando que a investigação é desenvolvida em equipa e em articulação com outras instituições, o que representa “uma visão de algo maior”.

Já António Salgado destacou o papel do LIP, que considerou “um dos centros de investigação de excelência na UMinho, capaz de desenvolver um trabalho fundamental”. Acrescentou ainda a importância de continuar a apostar na internacionalização, sublinhando que esta é essencial para os alunos de doutoramento e pós‑doutoramento. “O que faz uma instituição são as pessoas. E se cobrirmos essa parte de treino com aspetos de internacionalização, beneficia, e muito, a instituição”, disse, concluindo que “quando falamos de internacionalização, pensamos como investigadores, pensamos em financiamento e experiência, mas a internacionalização da ciência é muito mais do que isto”.


Fundado em 1986, no contexto da adesão de Portugal ao CERN, o LIP conta com polos em Lisboa, Coimbra e Braga e é uma instituição de referência na investigação em física de partículas.

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