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Meia centena de jovens descobriu o universo das Ciências no Verão no Campus da UMinho Voltar

20/07/2026 - 24/07/2026    Escola de Ciências da UMinho
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Cerca de 50 alunos do 9.º ao 12.º ano participaram nas atividades da Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM), no âmbito da 18.ª edição do Verão no Campus. Durante cinco dias, tiveram contacto com investigadores, realizaram experiências laboratoriais e exploraram áreas como Química, Física, Matemática, Biologia e Ciências da Terra, numa iniciativa que ajudou muitos a confirmar o interesse por um futuro científico.
Ao longo de cinco dias, os estudantes que participaram nas atividades da Escola de Ciências da UMInho (ECUM) interagiram com investigadores das áreas da Química, Matemática, Física, Ciências da Terra e Biologia, observaram e participaram em experiências, demonstrações e atividades práticas, esclareceram dúvidas e fizeram novos amigos.

"Quando era pequeno e me perguntavam o que queria ser, respondia que queria ser cientista." Foi para perceber melhor o trabalho de um cientista que Rodrigo Rodrigues decidiu participar na 18.ª edição do Verão no Campus, que decorreu entre os dias 20 e 24 de julho, na Universidade do Minho.


A frequentar o 10.º ano na Escola Secundária Carlos Amarante, o jovem revela-se apaixonado pela Química e, por isso, não teve dúvidas na hora de escolher a atividade que iria desenvolver durante esta semana: optou pela QSI – Química Sob Investigação. "Escolhi Química porque é uma área de que gosto muito. Na escola, quando descobri esta área, percebi que era isso que queria seguir", revelou, entusiasmado.


Muitos destes jovens ainda não sabem qual a área que pretendem seguir, mas alguns já revelam preferências. "Sempre gostei da Química e estava indecisa entre Bioquímica e Engenharia Biomédica. Agora fiquei a perceber um pouco melhor o que se faz no curso de Bioquímica e, por isso, estou mais inclinada para essa opção", afirmou Mafalda Oliveira. "Foi uma experiência muito divertida. Os professores tornaram as aulas muito interessantes e nada aborrecidas, além de nos deixarem experimentar muitas coisas", acrescentou a aluna do 11.º ano da Escola Secundária Sá de Miranda.

Uma opinião partilhada por Inês Nogueira, que confessou ter ficado surpreendida com a dimensão da Universidade e com as atividades desenvolvidas. "Gostei muito. Foi melhor do que esperava. Estava à espera de chegar cá e começar logo a fazer experiências, mas gostei bastante das explicações dos professores sobre nanopartículas", disse a aluna do 9.º ano do Externato Paulo VI.

Uma semana dedicada à descoberta da Ciência


Este ano, a ECUM apresentou quatro propostas no âmbito do Verão no Campus, preparadas pelos seus cinco departamentos.

O Departamento de Física dinamizou as atividades "O Poder do Invisível: Inovação à Flor da Pele" e "Materiais Inteligentes para uma Sociedade Digitalizada e Sustentável", proporcionando aos alunos a possibilidade de criarem cosméticos sustentáveis, como cremes, sabonetes, bálsamos e máscaras faciais, explorando tecnologias inovadoras inspiradas na nanoescala. Os participantes ficaram também a conhecer a importância dos materiais inteligentes, amplamente utilizados em sensores e em sistemas de armazenamento e produção de energia.


"QSI – Química Sob Investigação" foi a proposta do Departamento de Química, com o objetivo de sensibilizar os jovens para o papel da Química nos desafios que a sociedade enfrenta, como o desenvolvimento de novos materiais e fármacos ou a compreensão e resolução de questões ambientais, nomeadamente as relacionadas com o controlo da qualidade da água e o funcionamento de uma Estação de Tratamento de Água (ETA). Ao longo da semana, os participantes descobriram ainda como se produzem corantes naturais e perfumes e tiveram contacto com técnicas utilizadas na investigação criminal.

O programa incluiu ainda a atividade conjunta "Explorando o Universo das Ciências", envolvendo todos os departamentos da Escola. A Matemática apresentou atividades relacionadas com ciência de dados, estatística e relatividade; a Biologia centrou-se nos microrganismos e no biocontrolo; a Física deu a conhecer a área da Optometria e Ciências da Visão; o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental (LIP-Minho) conduziu os participantes numa viagem virtual até ao Observatório Pierre Auger, o maior detetor de raios cósmicos do mundo, localizado em Malargüe, na Argentina, onde decorre a Missão Pierre Auger. Na Química, os participantes quantificaram metais pesados presentes em águas destinadas ao consumo humano, e nas Ciências da Terra embarcaram numa viagem geocientífica.

Monitores também destacam o impacto da iniciativa

Para além dos participantes, o Verão no Campus conta todos os anos com o apoio de dezenas de estudantes da Universidade do Minho, que acompanham os grupos ao longo da semana e ajudam na sua integração.

Carolina Nunes, estudante do 3.º ano de Engenharia Aeroespacial e monitora pela segunda vez, considera que esta é "uma experiência muito gratificante". "Temos a oportunidade de acompanhar jovens que estão a decidir o seu futuro, partilhar a nossa experiência na universidade e ajudá-los a perceber melhor o que realmente gostam. É muito bom vê-los sair daqui mais esclarecidos e felizes", afirma. A estudante, que também participou no Verão no Campus enquanto aluna do ensino secundário, recorda que a iniciativa lhe permitiu perceber que a área que tinha escolhido inicialmente não correspondia às suas expectativas, ajudando-a a encontrar o seu verdadeiro caminho.

Também Alexandre Soares, estudante do mestrado em Biomateriais e Engenharia Biomecânica e monitor pelo quarto ano consecutivo, destaca o impacto da experiência. "Fui participante quando estava no 10.º ano e adorei. Foi muito importante para mim. Assim que entrei na universidade inscrevi-me para ser monitor e, desde então, repito a experiência todos os anos. É uma atividade muito divertida, mas também extremamente enriquecedora, porque aprendemos muito com os mais novos", refere.

Criado em 2008, o Verão no Campus da UMinho já proporcionou uma experiência universitária a cerca de 6.000 jovens do 9.º ao 12.º ano. Ao longo de 18 edições, a iniciativa tem contribuído para despertar vocações científicas, apoiar escolhas académicas e aproximar os estudantes do ensino secundário da realidade universitária.

Reportagem fotografica
https://www.facebook.com/escoladecienciasuminho/posts/pfbid0ZsJuSS14nmsbhN8EwGzAYikjJXNSqpA4mb57GUzF...
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