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Fungos, alterações climáticas e resistência aos antifúngicos em debate na Escola de Ciências Voltar

quinta-feira, 29/10/2026    Centro de Biologia Molecular e Ambiental
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Mais de meia centena de investigadores e profissionais de saúde de Portugal e da Bélgica reuniram-se na academia minhota para discutir a emergência de infeções fúngicas e os desafios que estas colocam à saúde humana.
As alterações climáticas e a transformação dos ecossistemas estão a trazer novos desafios à investigação sobre fungos e sobre as relações que estes estabelecem com o ser humano. Foi neste contexto que mais de meia centena de investigadores e profissionais de saúde portugueses e belgas se reuniram, no passado dia 8 de outubro, na Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM), para discutir a emergência de infeções fúngicas, a resistência aos antifúngicos e os desafios colocados à medicina.

O encontro, denominado GastroFungi Scientific Meeting – Advances in Fungal Research, foi organizado por Rosana Alves, do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (
CBMA) da Escola de Ciências da UMinho, e realizou-se no Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade (IB-S).


A iniciativa procurou aproximar diferentes áreas de investigação e a prática clínica, promovendo “a discussão e a partilha de conhecimento entre diferentes áreas de investigação, aproximando a investigação fundamental e aplicada da prática clínica”, explicou Rosana Alves.

A sessão de abertura contou com António Salgado, Vice-Reitor para a Investigação e Política Científica da Universidade do Minho, Cláudia Pascoal, Diretora do CBMA, Andreia Gomes, Diretora do Departamento de Biologia, e Rosana Alves.

Da adaptação dos fungos às infeções humanas

Entre os temas discutidos estiveram os mecanismos moleculares que permitem aos fungos ambientais adaptar-se ao hospedeiro humano, as interações que estabelecem com outros microrganismos e os processos que podem levar à sua emergência enquanto agentes patogénicos.

A resistência aos antifúngicos foi outro dos temas em destaque, tendo sido abordados os desafios que coloca ao diagnóstico e ao tratamento das infeções.

O programa juntou investigadores de diferentes áreas da academia minhota, incluindo biologia, engenharia, medicina e prática clínica. Participaram Rosana Alves, do CBMA da Escola de Ciências, Joana Rocha e Rui M. Reis, da Escola de Medicina, Clarisse Nobre, do Centro de Engenharia Biológica (CEB) da Escola de Engenharia, e Ana Cláudia Carvalho, do Serviço de Infeciologia do Hospital de Braga.

O encontro contou ainda com a participação de Patrick Van Dijck e Greetje Vande Velde, investigadores da KU Leuven, na Bélgica. Com trabalho desenvolvido nas áreas da biologia e das infeções fúngicas, os dois investigadores apresentaram a investigação que estão a realizar naquela universidade e contribuíram para a discussão sobre os mecanismos e desafios associados às infeções causadas por fungos.

Ligar a investigação à prática clínica

Organizado no âmbito do projeto GastroFungi, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (https://www.fct.pt/FCT), o encontro procurou criar pontes entre diferentes áreas de conhecimento e aproximar a investigação fundamental da aplicação clínica.

“Num contexto de alterações climáticas e crescente pressão antropogénica sobre os ecossistemas, o encontro promoveu uma abordagem interdisciplinar e uma visão integrada das relações entre saúde humana e saúde ambiental, alinhadas com a missão da ECUM”, sublinhou Rosana Alves.

A iniciativa contou com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), da Universidade do Minho, da Escola de Ciências, do CBMA/IB-S e das Câmaras Municipais de Braga e Ponte de Lima.

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