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Aluno da Escola de Ciências recebe prémio por investigação em janelas inteligentes Voltar

quinta-feira, 29/10/2026    Centro de Química
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João Marques foi distinguido no Prémio UMinho de Iniciação na Investigação Científica pelo desenvolvimento de eletrólitos poliméricos à base de celulose para aplicação em janelas inteligentes, com potencial para melhorar a eficiência energética dos edifícios.
O desenvolvimento de materiais mais sustentáveis para janelas inteligentes valeu a João Marques, estudante da Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM), uma das 16 distinções atribuídas na sétima edição do Prémio UMinho de Iniciação na Investigação Científica. A cerimónia decorreu a 9 de outubro, no campus de Gualtar, em Braga.

Natural de Guimarães e com 23 anos, João Marques desenvolveu o projeto durante o terceiro ano da licenciatura em Química. Na área da eletroquímica, a investigação centrou-se na preparação de eletrólitos poliméricos sólidos para incorporar em janelas inteligentes, dispositivos que regulam a passagem da luz e podem contribuir para aumentar a eficiência energética dos edifícios.

“O meu trabalho insere-se na área da eletroquímica, mais precisamente no desenvolvimento de eletrólitos”, explica o estudante, que utilizou a celulose como matriz polimérica para tornar os materiais mais sustentáveis.

O projeto foi orientado por Manuela Silva, do Centro de Química da UMinho (CQ), e coorientado por Cidália Castro, do Instituto de Polímeros e Compósitos da UMinho (IPC), em Guimarães. A candidatura ao prémio surgiu por sugestão da orientadora, como uma oportunidade para dar a conhecer o trabalho e adquirir experiência em comunicação científica. Uma experiência que João Marques considerou “positiva”, já que lhe permitiu aprofundar conhecimentos sobre as janelas inteligentes, uma tecnologia que considera inovadora.


A distinção representa também um incentivo à continuidade dos estudos. “Vejo este prémio como um reconhecimento de todo o trabalho que desenvolvemos neste projeto. É também uma motivação para continuar os meus estudos aqui na universidade”, afirma.

Atualmente, frequenta o primeiro ano do Mestrado em Ensino de Física e Química, com o objetivo de se tornar professor, uma ambição que mantém desde a entrada na universidade. No entanto, não exclui a possibilidade de seguir investigação científica: “Sempre gostei da investigação e de trabalhar em laboratório, por isso, é uma possibilidade que deixo em aberto. Só o futuro o dirá.”

O Prémio UMinho de Iniciação na Investigação Científica é uma iniciativa anual da Reitoria, em articulação com os centros de investigação da Universidade, que procura aproximar os estudantes da atividade científica e proporcionar-lhes experiência em contextos reais de investigação, sob orientação de investigadores.

Na sétima edição, foram apresentados projetos em áreas como a inteligência artificial, a sustentabilidade, a saúde, a linguística e as ciências sociais. Os 16 estudantes distinguidos recebem um certificado e um prémio pecuniário de 500 euros.

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