Ignorar Comandos do Friso
Saltar para o conteúdo principal
EN PT

imagem-email-e-site_2.jpg

 De portas abertas à Ciência e Tecnologia 2021

Durante a Semana da Ciência e Tecnologia, a Escola de Ciências da Universidade do Minho, em colaboração com o Planetário – Casa da Ciência de Braga, abrirá, uma vez mais, as suas portas aos alunos dos ensinos básico e secundário, proporcionando-lhes a oportunidade de participar numa série de atividades em ambiente laboratorial, despertando-lhes o interesse e estimulando o prosseguimento de estudos em áreas científicas e tecnológicas.

O programa deste ano desenrolar-se-á em torno da temática Sol/Tempo e incluirá oficinas pedagógicas, palestras e o lançamento de um concurso de Relógios de Sol, dirigido a alunos do 3.º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário. 

A iniciativa decorrerá de 24 a 26 de novembro e tem participação gratuita, mas sujeita a inscrição prévia até dia 15 de novembro, através do formulário disponível aqui.

Programa:

Dia 24 de novembro

Palestra ‘A persistência da memória - Tempo Geológico’
Descrição: Um dos objetivos da geologia é o de localizar no tempo os diversos eventos geológicos registados nas rochas. As rochas são o repositório da história da Terra. Uma biblioteca com livros que aprendemos a ler e a interpretar, mas de onde desapareceram livros, onde às vezes apenas conseguimos ler algumas páginas. Será apresentada uma breve resenha do tempo geológico, como o conseguimos ler e interpretar e a sua importância para a ciência.
Público alvo: alunos do Ensino Secundário.
Nº participantes: 2 turmas.
Local : anfiteatro da Escola de Ciências, Campus de Gualtar, Braga.
Horário: 10h30-11h30.

Oficina pedagógica 'Usando o Sol como referência'
Descrição: Foi no domínio da Astronomia e no da sua ciência parceira Geografia, que as Matemáticas Alexandrinas deixaram a mais duradoura influência no nosso quotidiano.
Muito antes das fabulosas navegações de Cabral, de Gama ou de Colombo já os Matemáticos de Alexandria desenvolviam estratégias bem sucedidas para medirem o tamanho da Terra ou a sua distância a outros corpos celestes. A história começa com um cálculo, feito por Eratóstenes (~250 a. C.), do perímetro da Terra.
Público alvo: alunos do 9º ano.
Nº participantes: 1 turma.
Local:  a indicar.
Horário: 10h30-12h00.

Palestra ‘Janelas inteligentes acionadas pelo Sol
Descrição:  O setor da construção, responsável por 40% do consumo global de energia e 36% das emissões de gases de efeito estufa (principalmente para fins de iluminação e climatização) é considerado, um dos setores-chave, fundamental na política de eficiência energética da União Europeia e no cumprimento dos objetivos estabelecidos a longo prazo para a redução do consumo de carbono.
Devido ao impacto positivo que a luz natural tem no bem-estar das pessoas, as janelas de vidro são usualmente utilizadas nos edifícios. No entanto, as janelas são também a principal causa de consideráveis perdas de calor no Inverno e do efeito de estufa no Verão, levando a um aumento do consumo de energia. Neste sentido, tem sido dada especial atenção ao desenvolvimento de soluções adequadas para melhorar a climatização em edifícios e, consequentemente, reduzir significativamente o consumo de energia.
O desenvolvimento de novas tecnologias ligadas às janelas, bem como a investigação das suas propriedades e características, são essenciais para poder aplicá-las em diferentes climas, aumentar a economia energética e melhorar o conforto do ambiente habitacional. Através da reflexão da luz infravermelha (excesso de calor solar) e da transparência em toda a região visível (de modo a que não seja necessária energia extra para manter o nível de iluminação interior), estas novas janelas inteligentes minimizam o consumo de energia dos edifícios, mantendo uma temperatura interna confortável e um nível de iluminação ideal. Neste sentido, a maximização da produção de eletricidade através de sistemas solares integrados nos edifícios permitirá alcançar edifícios de energia zero. Uma das tecnologias emergentes e essenciais para este desenvolvimento é otimizada num laboratório do Departamento de Química da Universidade do Minho.
As Nações Unidas introduziram 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030 que pretendem ser a base para um futuro melhor e mais sustentável. Destes, objetivos  7, 11 e 13, espera-se que favoreçam um futuro energético mais sustentável nas cidades, promovendo a construção de fachadas de edifícios mais bonitas do ponto de vista arquitetónico, e possibilitando um melhor estilo de vida (controlo da luminosidade, maior conforto térmico/visual no interior dos espaços, e melhor visão para o exterior).
Público alvo: alunos do Ensino Secundário.
Nº participantes: 2 turmas.
Local : anfiteatro da Escola de Ciências, Campus de Gualtar, Braga.
Horário: 11h30-12h30.

Oficina pedagógica "Shine a Light" - a luz na vida das plantas + oficina pedagógica “keep it simple”: ritmos circadianos de abertura dos estomas
Descrição: 
"Shine a Light" - a luz na vida das plantas 
Que mensagens é que a luz transmite às plantas? A luz é um recurso fundamental a quase todas as fases do ciclo de vida das plantas. O tipo de luz, intensidade e duração afetam o seu ritmo de crescimento, morfologia e desenvolvimento. Vem explorar como: i) diferentes tipos de luz, ou a sua ausência, regulam o crescimento de plantas jovens; ii)  dias longos de verão e dias curtos de inverno regulam a iniciação da floração.
“keep it simple”: ritmos circadianos de abertura dos estomas
Os estomas medeiam as trocas gasosas nas plantas (captação de CO2, libertação de O2 e transpiração). As células estomáticas são muito ricas em cloroplastos. Os açúcares produzidos nos cloroplastos - durante o dia, pela fotossíntese- , promovem a entrada de água por osmose nas células estomáticas (através de aquaporinas), o que, por sua vez, promove a abertura dos estomas. À noite, na ausência de luz, os estomas fecham.
Público alvo: 3º ciclo e secundário.
Nº participantes: 1 turma (metade por atividade, em sistema de rotatividade).
Local de realização:  Laboratório II (sala 1.120) e o Laboratório VI (sala 1.99) do ensino do Departamento de Biologia, Campus de Gualtar, Braga.
Horário: 14h30 - 16h30.

Oficina pedagógica 'Sol em Flor'
Descrição: Tendo como mote o girassol (Helianthus annuus) e após a visualização do filme de animação “A maior Flor do Mundo” (2001) que ilustra o conto de José Saramago com o mesmo nome, iremos perceber como certas flores/plantas reagem à luz do Sol. E firmando o pedido de José Saramago, as crianças serão convidadas a inventar a sua história “com palavras muito simples” e/ou com ilustrações/construções por elas imaginadas. 
Público-alvo: alunos de 1º ciclo de ensino básico.
Nº máximo de participantes: 20.
Local de realização: Departamento de Biologia, Sala Pedagógica 1, Campus de Gualtar, Braga.
Horário: 14h30-16h30.

Sessão de planetário imersivo digital + oficina pedagógica 'Brincar com a luz e as cores' (1º ciclo) OU 'Espectroscopia: o estudo da luz' (outros ciclos)
Descrição: Nas sessões de planetário, o monitor faz uma visita guiada ao céu, explorando os astros visíveis e são ainda exibidos filmes ou documentários científicos com imagens imersivas. Assistir a uma sessão de planetário é uma experiência inesquecível e altamente pedagógica tendo os participantes a oportunidade de usufruir de uma ferramenta que potencia o conhecimento.
'Brincar com a luz e as cores' (1º ciclo) - Quando está sol e chuva vemos no céu um arco-íris, como é que se formou? E porque é que os objetos têm cores diferentes? Nesta atividade, os alunos vão responder a estas e outras questões. Usando prismas, lâmpadas coloridas e filtros, os alunos vão aprender mais sobre a luz e as cores. No final, cada aluno irá construir um disco de Newton para si.
'Espectroscopia: o estudo da luz' (outros ciclos) - Existe luz que não se vê? O que é a refração? Nesta atividade, os alunos vão "brincar com luz"! São abordados temas como a propagação da luz, qual a sua velocidade, porque é que o céu é azul. No final, os participantes constroem o seu próprio espectroscópio.
Público alvo: alunos do ensino básico ou secundário.
Local de realização: Planetário - Casa da Ciência de Braga Centro Ciência Viva
Nº máximo de participantes: 2 turmas (1 por atividade, em sistema de rotatividade)
Horário: 14h30-16h30.

Oficina pedagógica 'Luz Solar, Clorofila e Sustentabilidade'
Resumo: A fotossíntese pode ser considerada o processo vital fundamental para quase todas as plantas e animais, uma vez que fornece a fonte de energia que impulsiona todas as suas funções metabólicas e o oxigénio necessário para a respiração. Por outro lado, também é essencial para aliviar as consequências das mudanças climáticas e promover a regeneração da matéria orgânica no solo. 
A rápida industrialização do nosso planeta tem sido responsável pela emissão de gases tóxicos para a atmosfera que destroem a camada protetora de ozono estratosférico. Como resultado, o aumento da absorção da radiação ultravioleta-B pela terra reduz a capacidade fotossintética das plantas ao danificar diretamente as estruturas e processos fotossintéticos. Ao diminuir a fotossíntese no planeta, a redução da produção agrícola e o aumento dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera estão a afetar gravemente os problemas da fome, poluição e alterações climáticas. 
A clorofila é um pigmento fotossintético importante para as plantas, determinando em grande parte a capacidade fotossintética e, portanto, o crescimento da planta. Assim, a clorofila é frequentemente usada como um indicador de atividade fotossintética, sendo hoje em dia considerada um importante índice de sustentabilidade.
Nesta oficina pedagógica será demonstrada a importância da luz solar, da clorofila e do dióxido de carbono na fotossíntese. Será ainda analisada a química envolvida nos processos e discutida a importância destes fatores na sustentabilidade. 
Público alvo: alunos do ensino secundário.
Número máximo de participantes: 16 (18 no máximo).
Local de realização: Lab. de Química Analítica, Departamento de Química, Campus de Gualtar, Braga.
Horário: 15h-16h (1ª sessão) e 16h-17h (2ª sessão).


Dia 25 de novembro

Palestra ‘Como medir a temperatura de uma estrela’
Descrição: Podemos medir a temperatura de uma estrela que está a uma enorme distância? Como é possivel fazer isso com os nossos telescópios? que outras informações podemos obter das estrelas distantes a partir da terra?
Público alvo: alunos do 8º ao 12º ano.
Número máximo de participantes: 45.
Local:  Planetário - Centro Ciência Viva de Braga.
Horário: 15h15.


Dia 26 de novembro

Palestra ‘A geometria e a astronomia dos relógios de sol’
Orador convidado: Nuno Crato, Professor Catedrático no ISEG Lisbon School of Economics and Management, ULisboa.
Resumo: Os relógios de sol são um mundo. Um mundo de ciência, de história e de arte. Estão hoje um pouco esquecidos, mas houve tempos em que eram essenciais para organizar a vida das comunidades. O estudo dos seus fundamentos científicos era tão importante que ganhou um nome: gnomónica. Não surpreende que hoje poucos estejam interessados nos relógios de sol e que poucos tenham uma ideia básica do seu funcionamento. Mas é um tema fascinante. Nesta pequena palestra procura dar-se uma ideia do funcionamento destes instrumentos, dos seus aspetos astronómicos e de alguns problemas geométricos simples, mas intrincados, inerentes à leitura das horas num relógio solar. 
A palestra contará, ainda, com a participação de Fernando Correia de Oliveira, jornalista e investigador de renome internacional em Tempo e Relojoaria.
Local de realização:  Basílica dos Congregados, Avenida Central, Braga.
Horário: 21h00.
Entrada livre.

Lançamento do Concurso de Relógios de Sol
Local de realização:  Basílica dos Congregados, Avenida Central, Braga.
Horário: 22h00.


Contactos:
Escola de Ciências
Universidade do Minho
Campus de Gualtar
4710-057 Braga
Telf.: 253604390 / 253601531
E-mail: sec@ecum.uminho.pt